sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Amigo, dormes?


Achamos difícil passar uma hora contigo, Senhor,

no entanto, quando um amigo nos visita, não

vemos as horas passar.

Sentimo-nos felizes em sua presença

e não ficamos controlando o relógio.

O amor supera o tempo e as precupações.

E quando camos visitar-te, Senhor,

por que sempre esta pressa?

Por que tanta agitação, tanto nervosismo,

tanta falta de espontaneidade,

quando deverias tu, Senhor,

ser o nosso companheiro de jornada,

o confidente de todos os momentos,

o amigo de todos os lugares.

Algo de estranho acontece conosco, Senhor,

somos distraídos e impacientes como se

carregassemos conosco todo o barulho

deste mundo conturbado.

Somos superficiais e apressados,

como se todo o corre corre louco

dos carros e das máquinas

corresse em nosso sangue.

Estamos com o coração poluido, agitado, partido,

incapaz de mergulhar nas pronfudezas do silêncio,

na intimidade mesma do ser.

E por isso, Senhor,

nos custa tanto vigiar uma hora contigo.

Dormimos,

porque o sono da indeferença

e da falta de amor a ti

é muito forte em nós.

Sacode-nos, Senhor!

Vamos despertar esta sede de Deus,

que mora em nós e

que tentamos abafar

com o barulho da música,

com as diversões fáceis, drogas, sexo e ilusões.

Concede-nos Senhor

a graça de acordar em tempo.


Ainda é tempo para amar.

Ainda é tempo para te encontrar.

Ainda é tempo para passar ao

menos uma hora contigo. Amém!



quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Hoje, 4 de novembro, dia do Santo Carlos Borromeu.

Carlos, o segundo filho de Gilberto, nasceu em 2 de outubro de 1538. Menino ainda, revelou ótimo talento e uma inteligência rara. Ao lado destas qualidades, manifestou forte inclinação para a vida religiosa, pela piedade e o temor a Deus. Ainda criança, era seu prazer construir altares minúsculos, diante dos quais, em presença dos irmãos e companheiros de idade, imitava as funções sacerdotais que tinha observado na Igreja. O amor à oração e o aborrecimento aos divertimentos profanos, eram sinais mais positivos da vocação sacerdotal.

O ano de 1562 veio a Carlos com a graça do sacerdócio. No silêncio da meditação, lançou Carlos planos grandiosos para a reorganização da Igreja Católica. Estes todos se concentraram na ideia de concluir o Concílio de Trento. De fato, era o que a Igreja mais necessitava, como base e fundamento da renovação e consolidação da vida religiosa. Carlos, sem cessar, chamava a atenção do seu tio (que era Cardeal e foi eleito Papa, com o nome de Pio IV) para esta necessidade, reclamada por todos os amigos da Igreja. De fato, o Concílio se realizou, e Carlos quis ser o primeiro a executar as ordens da nova lei, ainda que por esta obediência tivesse de deixar sua posição para ocupar outra inferior.

Carlos sabia muito bem que a caridade abre os corações também à religião. Por isto foi que grande parte de sua receita pertencia aos pobres, reservando ele para si só o indispensável. Heranças ou rendimentos que lhe vinham dos bens de família, distribuía-os entre os desvalidos. Tudo isto não aguenta comparação com as obras de caridade que o Arcebispo praticou, quando em 1569-1570, a fome e uma epidemia, semelhante à peste, invadiram a cidade de Milão. Não tendo mais o que dar, pedia ele próprio esmolas para os pobres e abria assim fontes de auxílio, que teriam ficado fechadas.

Quando, porém, em 1576, a cidade foi atingida pela peste, e o povo abandonado pelos poderes públicos, visto que ninguém se compadecia do povo, ainda procurava os pobres doentes dos quais ninguém lembrava, consolava-os e dava-lhes os santos sacramentos. Tendo-se esgotado todas as fontes de recurso, Carlos lançou mão de tudo o que possuía, para amenizar a triste sorte dos doentes. Mais de cem sacerdotes tinham pago com a vida, na sua dedicação e serviço aos doentes. Deus conservava a vida do Arcebispo, e este se aproveitou da ocasião para dizer duras verdades aos ímpios e ricos esquecidos de Deus.

Gregório XIII, não só rejeitou as acusações infundados feitas ao Arcebispo, mas ainda recebeu Carlos Borromeu em Roma, com as mais altas distinções. Em resposta a este gesto do Papa, o governador de Milão, organizou no primeiro domingo da Quaresma de 1579, um indigno préstito carnavalesco pelas ruas de Milão, precisamente à hora da missa celebrada pelo Arcebispo. O mesmo governador, que tanta guerra ao Prelado movera, e tantas hostilidades contra São Carlos estimulara, no leito de morte reconheceu o erro e teve o consolo da assistência do santo Bispo na hora da agonia. Seu sucessor, Carlos de Aragão, duque de Terra Nova, viveu sempre em paz com a autoridade eclesiástica. O Arcebispo gozou deste período só dois anos.

Quando em outubro de 1584, como era de costume, se retirara para fazer os exercícios espirituais, teve fortes acessos de febre, aos quais não deu importância e dizia: “Um bom pastor de almas, deve saber suportar três febres, antes de se meter na cama”. Os acessos renovaram-se e consumiram as forças do Arcebispo. Ao receber os santos sacramentos, expirou aos 03 de novembro de 1584. Suas últimas palavras foram: “Eis Senhor, eu venho, vou já”. São Carlos Borromeu tinha alcançado a idade de 46 anos.

O Papa Paulo V, canonizou-o em 1610 e fixou-lhe a festa para o dia 04 de novembro.


São Carlos Borromeu, rogai por nós!

A cerca


Havia um menino que tinha um temperamento muito difícil. Sua mãe lhe deu um saco de pregos e disse-lhe que cada vez que perdesse a paciência, pregasse um prego na cerca dos fundos de sua casa. No primeiro dia o menino pregou trinta e sete pregos na cerca.Então foi diminuindo gradualmente. Ele descobriu que era mais fácil conter seu temperamento do que bater pregos na cerca.

Finalmente chegou o dia em que o menino não perdeu mais a paciência. Ele contou isso à sua mãe, que sugeriu que agora o menino tirasse um prego da cerca a cada dia que ele conseguisse conter seu temperamento.

Os dias foram passando e o menino conseguiu, finalmente, contar à sua mãe que não havia mais pregos na cerca. A mãe pegou o filho pela mão, levou-o até a cerca e disse:


- Você fez bem, meu filho. Mas veja os buracos nas cerca. Ela nunca mais será a mesma. Quando você fala coisas com ódio, elas deixam cicatrizes comos estas. Uma ferida verbal é tão ruim quanto uma física. Amigos são joias raras e merecem o nosso amor.



Autor desconhecido


Postado por lekinha

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A Cruz que ensina a amar


Sim, cada uma das nossas dores traz uma mensagem de Cristo que pergunta por nós. Do alto da Cruz, Ele olha-nos pessoalmente, chama-nos com carinho pelo nosso nome e pergunta-nos: "Não queres aprender a sofrer comigo? Não queres transformar a tua dor em amor? Não queres ter um sofrimento santificador?


Quando nos decidiremos a isso? Quando perceberemos essas interrogações afetuosas, essas sugestões da graça de Deus? "Perante esse pequeno desaforo - diz-nos Deus -, por que não respondeu com um silêncio paciente e humilde como o meu, sem ódio, nem discussões? Se te custa aguentar o caráter daquela pessoa, por que não te esforças por viver melhor a compreensão e a desculpa amável? Quando alguém te ofende, por que - sem deixares de defender serenamente o que é justo - não te esforças por perdoar, como Deus te perdoa?"


E assim, quando as dores físicas ou morais - os desgostos, as decepções, os fracassos, os fastios, o tédio, a solidão, a depressão ... - nos acabunham, a voz cálida de Cristo crucificado convida-nos a ser generosos e a subir um degrau na escada do amor: a crescer na mansidão, na bondade e na grandeza de alma; a aumentar a confiança em Deus; a ser mais despreendidos dos êxitos, do bem-estar e das posses materiais; sobretudo, a meter-nos mais decididamente na fogueira de amor que é o coração de Cristo, com desejos inflamados de corresponder, de desagravá-lo, de imitá-lo, de unir-nos ao seu Sacrifício redentor. Todos esses sentimentos tornam grande uma alma cristã.




Extraído do Livro A Sabedoria da Cruz - Francisco Faus - Ed. Quadrante




Postado por lekinha em 02 de novembro de 2010


A Cruz que ensina a amar

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O padeiro espanhol


Durante a guerra civil espanhola, muitos espanhóis emigraram para o México. Entre eles veio um jovem de 18 anos, Venâncio Fernández. O único problema que Venâncio não teve durante a penosa travessia foi ter que pagar excesso de bagagem. Trazia apenas duas camisas e uma calça remendada.
Chegou a Vera Cruz, onde começou a trabalhar em uma lenda de conterrâneos de um tio seu. Anos após, casou-se e montou uma padaria na cidade de Puebla. Com muito sacrifício, esforço e economias conseguiu juntar um pouco de capital e transferiu-se para a Cidade do México com toda a sua família, onde continuou com seu trabalho de padeiro. As pessoas já não mais o chamavam "Venâncio". Agora era "senhor Venâncio": pessoa honrada e respeitada que fumava um grosso charuto e poupava o mais possível.
Ao completar 20 anos de sua chegada no México, uma agência de viagens mostrou-lhe como seria econômico levar sua família até à Espanha de navio. Havia uma promoção especial para famílias e ele não podia perder a oportunidade.
A esposa do senhor Venâncio, que aproveitava todas as ofertas, convenceu seu marido a gastar algumas economias em uma tranquila excursão pela Espanha.
Entretanto o senhor Venâncio, pretendendo economizar o mais possível no trajeto marítimo, antes de embarcar em Vera Cruz fez, na sua padaria, alguns pães bastante grandes, comprou uns 15 quilos de queijo e embarcou rumo à terra de seus antepassados.
No primeiro dia, todos comeram, com satisfação, o pão fresco com fatias de queijo. No dia seguinte, tão satisfeitos estavam que não fizeram que não fizeram qualquer restrição em repetir o mesmo cardápio de pão com queijo. Depois, comeram pão, queijo e pão, e, depois ainda, pão com queijo. No quinto dia, comeram pão, queijo e pão, e, no outro pão e queijo. No fim de semana, seus rostos tinham uma cor amarelada de queijo. Ninguém chegava perto deles, crendo que estivessem com hepatite.
Por fim, no dia em que chegavam ao porto espanhol, deram-se conte de que o esforço para comer aquele pão mais os enfraquecia do que fortalecia. A esposa do senhor Venâncio convenceu-o, então, de que deviam celebrar a sua chegada à Espanha com um jantar delicioso e farto no restaurante de primeira classe do navio. De uma coisa estavam certos: nessa noite não comeriam nem pão e nem queijo.
- Onde é o restaurante de primeira classe²? - perguntou o senhor Venâncio ao comandante da tripulação.
- Permita-me ver a sua passagem - pediu o oficial.
- Puxa! - reagiu o senhor Venâncio. - Eu vou pagar, que para que isso tenha me matado de trabalhar nesses vinte anos.
- Desculpe - respondeu o oficial, - mas no restaurante de primeira classe só podem entrar passageiros com bilhete de primeira.
Com o mau humor característico de um espanhol quando é contrariado, e com o rosto ainda mais amarelo, o senhor Venâncio tirou sua passagem toda amarrotada, e que, ao ser desdobrado, soltou um forte cheiro de queijo.
O oficial leu-o lentamente: "Venâncio Fernández".
E, depois, espantado, disse:
- Puxa! Senhor Venâncio, sua família tem uma passagem maravilhosa. Sua passagem inclui três refeições no restaurante de primeira classe durante toda a travessia!

O mesmo acontece conosco. Cristo já pagou para que tenhamos direito a uma Vida Nova. Temos a "passagem" do Batismo bem guardado, e não vivemos como reis, sacerdotes e profetas, como deveríamos, e é a isto que essa passagem nos dá direito. Ao contrário, temos feito nossa parte: a mistura de pão duro da tristeza com o queijo da amargura e da monotonia, não aproveitamos que Cristo já pagou por nós, com seu Sangue precioso. E, o pior, é isso o que damos à nossa família e a todos os que nos rodeiam, ignorando nosso bilhete formidável.

Extraído do livro "Ide e evangelizai os batizados" José H.Padro Flores

postado por: lekinha