sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Amigo, dormes?


Achamos difícil passar uma hora contigo, Senhor,

no entanto, quando um amigo nos visita, não

vemos as horas passar.

Sentimo-nos felizes em sua presença

e não ficamos controlando o relógio.

O amor supera o tempo e as precupações.

E quando camos visitar-te, Senhor,

por que sempre esta pressa?

Por que tanta agitação, tanto nervosismo,

tanta falta de espontaneidade,

quando deverias tu, Senhor,

ser o nosso companheiro de jornada,

o confidente de todos os momentos,

o amigo de todos os lugares.

Algo de estranho acontece conosco, Senhor,

somos distraídos e impacientes como se

carregassemos conosco todo o barulho

deste mundo conturbado.

Somos superficiais e apressados,

como se todo o corre corre louco

dos carros e das máquinas

corresse em nosso sangue.

Estamos com o coração poluido, agitado, partido,

incapaz de mergulhar nas pronfudezas do silêncio,

na intimidade mesma do ser.

E por isso, Senhor,

nos custa tanto vigiar uma hora contigo.

Dormimos,

porque o sono da indeferença

e da falta de amor a ti

é muito forte em nós.

Sacode-nos, Senhor!

Vamos despertar esta sede de Deus,

que mora em nós e

que tentamos abafar

com o barulho da música,

com as diversões fáceis, drogas, sexo e ilusões.

Concede-nos Senhor

a graça de acordar em tempo.


Ainda é tempo para amar.

Ainda é tempo para te encontrar.

Ainda é tempo para passar ao

menos uma hora contigo. Amém!



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